Parque Ipupiara (Praça 22 de janeiro)

O Parque Ipupiara localizado na Praça 22 de Janeiro, conta com playground para a criançada, jardim gramado, iluminação, fonte Ipupiara, segurança, sanitários e lanchonete. Ele abriga o Centro Cultural da Imagem e do Som e outros inúmeros monumentos. Em 2009 foi inaugurada a Academia de Ginástica ao Ar Livre para o público da terceira idade.

 

Lenda do Ipupiara

 

Conta a lenda brasileira que, em São Vicente, no ano de 1564, a linda escrava índia, IRECÊ ao ir à praia à noite, para um de seus encontros com o jovem ANDIRÁ, que vinha ao continente de canoa, deparou com um animal marinho gigantesco, com cerca de três metros de altura, com uma grande cabeça, bigode, braços longos, dentes pontiagudos e pés de barbatanas. IRECÊ encontrou a canoa de seu amado no mar, vazia.
Esse animal, a princípio, foi descrito como sendo CURUPIRA – o fantasma do mar, que foi morto pelo capitão Baltazar Ferreira assistente do Capitão-Mór, ao acudir o clamor de IRECÊ.
Os índios identificaram o animal como sendo IPUPIARA o demônio da água. Diziam que ele habitava o espaço entre a velha “Casa de Pedra” (primeira construção de alvenaria do Brasil) e a Praia de São Vicente (Gonzaguinha). O fato, misto de horror e fantasia, teria sido comentado por todo o Brasil e até por estrangeiros de vários países. Entretanto, ninguém jamais falou da única vítima presumível do IPUPIARA o vicentino ANDIRÁ, que deixou para trás sua canoa solitária à beira mar e o coração partido de IRECÊ. Como toda lenda, a do IPUPIARA parte de algumas premissas verdadeiras. Estudiosos e historiadores entendem que o tal monstro não passava de um leão marinho, desviado pelas águas frias do inverno que, desavisado, veio parar nas praias brasileiras.